Qual é o Calibre (Guache) ideal?

No post passado introduzi o tema: cordas para raquete de Crossminton.

Iniciei comentando sobre a variável calibre (diâmetro) e mostrei um tabela com diversos calibres para 4 tipos de Esportes de Raquete.

Hoje vou falar as características das cordas de calibre mais fino e grosso e deixar para você decidir o calibre ideal para a sua raquete.

Quando falamos de calibre, diâmetro da corda, podemos pensar o lógico. Cordas mais grossas são mais resistentes, tem maior durabilidade e menor investimento pois elas podem resistir até uma temporada inteira.

Já as cordas mais finas, que por terem essa característica são mais flexíveis, se curvam com mais facilidade o que gera mais impulso e potência na jogada,  sem rompem mais facilmente. As cordas de diâmetro mais fino são as preferidas pelos jogadores de elite, mas geram esse custo mais alto por se romperem com mais facilidade e dão mais trabalho, pois precisam ser trocadas com maior frequência.

Por essa lógica, se você está pensando no seu bolso (investimento) você irá optar pela corda mais grossa que tem maior durabilidade, mas se está disposto a investir em maior potência para as suas jogadas, a melhor opção será as cordas de diâmetro mais fino.

Lembrando que atualmente existem várias opções no mercado, inclusive a especificação “Premium”.  Pensando que uma corda tanto grossa como fina, foram feitas com o mesmo material e com a mesma construção, uma corda de diâmetro fino de qualidade “Premium”, pode durar um pouco mais que uma mesma corda fina e ao mesmo tempo gerar a potência pretendida na jogada.

Como eu disse no início deste post, cabe ao jogador decidir o que é melhor para ele e para o seu bolso.

Existem duas causas principais para as cordas se romperem, mas antes de falar sobre as causas você sabe como é encordoada a sua raquete?

O profissional que vai encordoar a sua raquete irá lhe fazer 2 perguntas:

  • Você vai querer 2 ou 4 nós?
  • Qual a tensão? Quantas libras ou KP (Crossminton)?

Falando sobre a questão dos “nós”:

Dizem que o que difere entre um encordoamento e outro é mais para o encordoador do que para o jogador.

2 nós:
– usa menos corda,
– são necessários apenas 2 nós, o que poupa tempo,
– trabalha com pedaços maiores de corda e na hora de passar na raquete, tem que marcar o ponto onde um lado fica menor (onde vai ser dado o nó) e outro maior.

4 nós:
– usa mais corda,
– trabalha com pedaços menores de corda, e não precisa medir um lado maior e outro menor,
– são mais nós, o que dá mais trabalho, e também pode levar a maior perda de tensão.

Ao se encordoar uma raquete o profissional irá  executá-lo em duas etapas, pois existem as cordas principais (que são as verticais) e as cordas cruzadas (que são as horizontais).

Quando você opta por fazer com 4 nós, você pode pedir para colocar tensões diferentes entre as principais e cruzadas.

Uma vez decidido a forma como a sua raquete será encordoada, precisamos entender o porque dela se romper.

Desgaste:  causado pela pressão constante das cordas cruzadas sobre as verticais, consequência da força que o contato da bola (da base da peteca ou speeder), fazem sobre a corda no momento da rebatida. Essa pressão constante vai lentamente desgastando a corda até que ela se rompa.

Super-esticamento: causado por uma batida forte fora do centro da raquete, neste tipo de batida algumas cordas se sobrecarregam mais que as outras o que acaba ocasionando o rompimento.

No caso da modalidade Crossminton, o impacto do speeder nas cordas da raquete não representam a mesma pressão do que nos outros esportes de raquete com bolas. Na verdade no esporte Crossminton o encordoamento é bem resistente e não se rompe facilmente e quando acontece geralmente é porque já estava na hora de trocar, ou seja , a corda ressecou, perdeu a elasticidade.

Também pode acontecer, como foi no caso da minha raquete Viper, onde um dos “grommets” se partiu e deixou a corda em contato direto com o frame o que causou o rompimento da corda.

Os “grommets” são aquelas pecinhas de plástico que protegem a corda no frame da raquete, parecem uns minúsculos canudinhos.

E ainda pode acontecer das cordas da sua raquete de Crossminton se romper por conta do uso inadequado e ou por falta de cuidado ao se guardar o material, sem uma capa específica ou até deixando em local muito quente.

Enfim, acredito que no Crossminton você irá trocar a corda da sua raquete muito mais por querer aumentar a tensão das cordas (tema do próximo post) do que pelo fato dela se romper na prática constante.

Eu digo isso por experiência própria, pois tenho várias raquetes que utilizo para a realização de clínicas, tenho essas raquetes a 10 anos e neste período todo no máximo umas duas romperam as cordas (não preciso dizer que a tensão das cordas já não são ideais).

Depois deste longo post, peço desculpas por ter me estendido tanto, vejo que a prática do Crossminton tem essa vantagem de não se quebrar tanto a corda da raquete e neste caso você pode investir numa corda mais cara e mais fina sem se preocupar tanto com o seu bolso.

Sendo assim, fica a seu critério escolher o melhor calibre para o seu jogo.

E você, já trocou a corda da sua raquete?

Qual a sua experiência para compartilhar com a gente? Deixe um comentário ou envie as informações pelo e-mail: sandra@clubracket.com.br

Segue abaixo o endereço do local onde faço o encordoamento das minhas raquetes:

EMPÓRIO DO TENISTA

Av. Brigadeiro Faria Lima, 2355/2369 – 15 – Jardins, São Paulo – SP, 01452-000

Tel (11) 3031-4157

Muito obrigada pela atenção e até o próximo post.

Sandra Sorpreso

Club Racket

Fonte: Confederação Brasileira de Badminton e Blog dos Squashistas.

Pontos Principais

  • Maior Diâmetro  / Maior durabilidade / Menor Potência / Menor Custo
  • Menor Diâmetro / Maior Potência / Menor Durabilidade / Maior Custo

Vocabulário

Frame : Quadro da raquete / cabeça da raquete

Grommets: pequenas peças plásticas, que protegem a corda em contato com o frame.

Cordas Principais: são as cordas verticais.

Cordas Cruzadas: são as cordas horizontais.

 

 

 

 

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